PORTOS

Novo porto em SC projeta R$ 117 milhões por ano em receitas e aquece demanda por galpões logísticos na região

13/01/2026 09:00:00

Novo porto em SC projeta R$ 117 milhões por ano em receitas e aquece demanda por galpões logísticos na região

A nova infraestrutura portuária prevista para a cidade de Itapoá, no Litoral Norte de Santa Catarina, deve iniciar operações em 2030 e ampliar a capacidade de escoamento de cargas do Sul do país.

O TUP Coamo (Terminal de Uso Privado Coamo) projeta movimentar 11 milhões de toneladas por ano de granéis sólidos e líquidos, como soja, milho, fertilizantes e derivados de petróleo e gerar, em 2035, cerca de R$ 117 milhões anuais em receitas públicas, sendo R$ 39 milhões em receitas diretas (ISS e IPTU) e R$ 78 milhões em tributos federais (PIS e Cofins), conforme projeção divulgada pela DTA Engenharia, responsável pelo projeto. 

Devido ao novo fluxo de operações, o mercado espera uma intensificação da demanda por áreas logísticas no entorno do corredor da BR-101, com pressão sobre preços e tendência de valorização de terrenos e galpões na região.

Com o aumento da capacidade operacional dos portos e a chegada de novas operações logísticas para a região, a expectativa do mercado é de que a valorização dos galpões logísticos no corredor entre São Francisco do Sul e Itapoá chegue a até 40% nos próximos dois anos.

Douglas Curi, sócio da Sort Investimentos, empresa administra R$ 3,9 bilhões em ativos do gênero, afirma:

“A implantação de um terminal com perfil voltado ao agronegócio e a insumos industriais gera um efeito que vai muito além do cais”.

“Na prática, as empresas começam a procurar áreas para armazenagem, cross-docking, pátios de triagem, bases operacionais e centros de distribuição, o que aumenta a ocupação e antecipa movimentos de preço, principalmente em regiões onde a oferta de imóveis prontos é limitada”.

“A Coamo está entre as maiores cooperativas do Brasil. Ver uma operação com origem no Paraná ampliar sua presença e se ancorar em Santa Catarina é um sinal claro da eficiência dos portos do estado e da demanda consistente que existe na região, apoiada por infraestrutura e disponibilidade de mão de obra”.

“Quando um terminal desse porte entra no horizonte, o efeito aparece rápido, pois empresas passam a disputar áreas no entorno para armazenagem e apoio operacional, o que pressiona a oferta e tende a acelerar a valorização de terrenos e galpões em Itapoá e nos municípios vizinhos”.

“Na região, esse movimento já se reflete em taxa de vacância inferior a 5% e rentabilidade nas locações acima de 0,7% ao mês”.