INDÚSTRIA
Santa Catarina pode ser protagonista em mobilidade elétrica no Brasil
25/10/2022 10:00:00
Santa Catarina pode ser protagonista em mobilidade elétrica no Brasil.
O estado lançou recentemente o Programa SC+Elétrica e um conjunto de iniciativas que pode torná-lo desenvolvedor, produtor e exportador dessa tecnologia.
O presidente da Câmara de Smart Cities da Federação das Indústrias (FIESC), Jean Vogel, comentou que se tem alguém que pode liderar o segmento na América Latina, é o Brasil e dentro do Brasil é Santa Catarina.
Ele abordou o tema em reunião de diretoria da entidade, na última sexta-feira (21), junto com o diretor da GM, Adriano Barros, e com Daniel Godinho, da Weg.
A GM expõe na FIESC o Bolt, carro 100% elétrico da montadora, com autonomia que supera os 400 km.
Na reunião, também foram apresentadas as linhas gerais de quatro projetos-pilotos que estão previstos para serem executados em Florianópolis, Balneário Camboriú, Joinville e Jaraguá do Sul para estimular a mobilidade elétrica.
O presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, afirmou:
“O setor de eletrificação no Brasil precisa se desenvolver. É tendência no mundo e está em evolução. Temos que participar e ser um estado protagonista”.
“A FIESC tem uma série de ações na área, inclusive um instituto, em Jaraguá do Sul, focado em mobilidade elétrica”.
Adriano Barros, diretor de relações públicas e governamentais da GM, disse que a montadora anunciou um investimento em eletrificação de US$ 35 bilhões no mundo até 2025:
“Não quero que a gente seja mero importador dessa tecnologia. Acredito que podemos ser, de fato, desenvolvedor, produtor e exportador”.
“O veículo elétrico ainda é caro, mas há pesquisas que mostram perspectiva de queda de 57% no custo das baterias até 2030”.
“Quando tivermos essa queda, o preço do veículo vai cair. Hoje, a bateria corresponde a cerca de 60% do custo do carro. Esse é o momento de ingressar nesse mercado para aproveitar as oportunidades".
Quando se fala em carro elétrico, uma das principais dúvidas é o descarte das baterias. O diretor de relações institucionais e marketing da Weg, Daniel Godinho, explicou que a segunda vida da bateria já está equacionada:
“Ela será utilizada em sistemas de armazenamento de energia de fontes intermitentes, como a eólica e a solar. Como não é toda hora que tem sol ou vento, é necessário ter esse sistema de armazenamento com bateria para garantir a segurança na transmissão dessa energia. Então essa é uma solução que está crescendo muito no Brasil e no mundo”.
Godinho disse ainda que a companhia entende que a mobilidade elétrica é, de fato, uma grande oportunidade tecnológica e de mercado para o Brasil:
“Não podemos deixar de apoiar uma nova rota tecnológica e por que não ser um dos protagonistas nessa frente?"
“Anunciamos, recentemente, o investimento de R$ 660 milhões para a ampliação da nossa capacidade fabril em Santa Catarina, inclusive com a construção de uma fábrica para a produção de motores para a mobilidade elétrica”.
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