IMÓVEIS

Com metro quadrado entre os mais caros do Brasil, Itajaí vira destino de quem quer morar e investir no litoral catarinense

02/05/2026 20:05:00

Valorização de 8,81% em 2025 e VGV que triplicou em três anos mostram que o crescimento da cidade vai além do boom imobiliário

Com metro quadrado entre os mais caros do Brasil, Itajaí vira destino de quem quer morar e investir no litoral catarinense

O número chama atenção. O metro quadrado em Itajaí fechou em 2025 cotado a R$12.848, uma valorização de 8,81% no ano, entre as cinco mais altas do país, segundo o Índice FipeZAP. Mas quem conhece a cidade de perto sabe que o dado é consequência, não causa. Por trás dos números, há uma transformação urbana em curso que está redesenhando a forma como Itajaí cresce, e para quem cresce. 

Uma auditoria da Brain Inteligência Estratégica, divulgada em meados de 2025, apontou Valor Geral de Vendas acumulado de R$7,3 bilhões na cidade, um salto de 305% sobre a base de 2022. Para Giovanni Bellincanta, arquiteto, urbanista e sócio-proprietário da Bellincanta Arquitetura, os números traduzem algo mais profundo do que aquecimento de mercado. "Diferente de movimentos pontuais do passado, o crescimento atual não é apenas quantitativo, mas qualitativo. É resultado de uma combinação consistente entre desenvolvimento econômico, expansão populacional e uma nova lógica de ocupação da cidade", afirma.

Itajaí não cresceu por acaso. A cidade tem uma das economias mais robustas de Santa Catarina, ancorada no complexo portuário que encerrou 2025 com faturamento recorde de R$180 milhões, segundo a Superintendência do Porto de Itajaí e, em uma cadeia logística que continua atraindo empresas e profissionais de todo o país. Itajaí figurou entre os municípios catarinenses que mais geraram empregos formais em 2025, segundo o Caged do Ministério do Trabalho e Emprego.

Esse mercado aquecido alimenta um dos fenômenos mais marcantes dos últimos anos: a migração qualificada. Profissionais vindos do Sul e do Sudeste chegam em busca de oportunidade, qualidade de vida e acesso ao litoral e com demandas bem definidas. "Esse público não quer apartamento grande. Quer apartamento inteligente. Bem localizado, com áreas comuns que funcionem de verdade, perto de serviços. A metragem perdeu importância para a eficiência", diz Bellincanta.

108 lançamentos em um ano e a cidade que descentraliza

De acordo com o Sinduscon Foz do Rio Itajaí, só em 2025 o litoral norte catarinense registrou 108 novos lançamentos de empreendimentos verticais, com Itajaí liderando o ranking regional. Para Bellincanta, o volume reflete não apenas demanda, mas uma mudança na geografia da cidade. "A cidade para de depender de um único eixo e começa a se multiplicar em centralidades. Isso abre espaço para projetos mais conectados com o entorno, que dialogam com o bairro, não apenas com o condomínio". 

MERCADO MADURO

O Índice FipeZAP ainda registrou alta média de 6,52% em 2025 para venda residencial no Brasil. Itajaí superou essa marca com folga e isso não passou despercebido. Liquidez, demanda recorrente e potencial de valorização no médio prazo pesam mais do que o preço por metro quadrado na hora da decisão. "O investidor hoje não compra metro quadrado, compra fundamento. E Itajaí tem fundamento de sobra", conclui Bellincanta.





Selgron celebra 35 anos com presença global e aposta contínua em inovação industrial 

Empresa catarinense de automação para final de linha projeta crescimento de até 20% ao ano



Empresa de hardware de Blumenau ganha novo endereço no CIB e mira 45% de crescimento no faturamento

Global Sonic desenvolve sistemas de detecção e alarme de incêndio 100% sem fio, com tecnologia de radiofrequência



Bairro planejado em SC adota rede subterrânea que pode impactar em valorização acima de 30%

O Rioparque, projeto de urbanismo inovador em Tijucas, está alinhado às tendências globais que regem o setor



Automação ainda não chegou à experiência do paciente na radiologia, mostra pesquisa da Pixeon

Estudo mostra que 62% das instituições não possuem agendamento totalmente digital e 68% ainda fazem reconvocação de forma manual