ARTIGO
A equação do e-commerce da moda para crescer
11/05/2021 14:00:00
Por Felipe Sanchez, CEO do Grupo GQM
Por Felipe Sanchez
CEO do Grupo GQM, líder brasileira no setor de impressão digital têxtil direta no tecido, com cerca de 70% do market share brasileiro
Prazer, comunicação, diversão. Sabemos que a moda atende todas essas questões. Nos últimos meses, esse mercado também passou a ganhar outro olhar, sendo fonte de busca por necessidades básicas de milhares de pessoas confinadas em casa devido à pandemia.
Esse movimento impulsionou todo o varejo online.
Em 2020, o comércio eletrônico teve um incremento de 34% nas visitas totais, o que estimulou principalmente o varejo e o mercado da moda, que cresceu 82% neste segmento.
Foi com o movimento digital que muitas marcas encontraram uma saída para driblar a crise do varejo físico, impactado pelas restrições de funcionamento ao longo do ano.
Com isso, as lojas virtuais atingiram a marca dos quase 20 bilhões de acessos no país, sendo o segmento da moda o que mais vendeu também neste mesmo ano.
Mas nem tudo são flores: para vender, o mercado da moda também precisou baixar os preços.
Pela primeira vez desde 1998, o setor de vestuário registrou deflação de 1,1%.
Além disso, foi preciso se reinventar, reconfigurar a loja física e o papel das equipes, investir em tecnologias que viabilizam operações mais enxutas e eficientes, e dar ainda mais atenção aos assuntos sociais e ambientais.
Entre os principais desafios da moda, estão utilizar análise de dados para afinar a pontaria e oferecer produtos mais adequados ao gosto dos clientes, simplificar o sortimento com a redução da quantidade de SKUs e recalibrar a equação de volume e preço para elevar a margem e recuperar lucratividade.
Com tantas mudanças, o consumidor também pediu uma nova atenção das marcas, que agora precisam viabilizar ainda mais questões como personalização, variedade e propósito.
Ou seja: o e-commerce coloca o consumidor perto das suas marcas preferidas e, estas precisam, de forma definitiva, atuar dentro de um contexto que mantenha a conexão entre empresa e cliente.
Este grande desafio tem se tornado recorrente também em outros mercados, mas na moda pede um passo ainda mais à frente, especialmente para aqueles que ainda não deram atenção ao assunto tecnologia.
Mais próximo e exigente, o consumidor tem pressa, e isso pede que a moda seja ainda mais ágil e preparada para atender esse movimento não apenas na coleta de dados e informações do seu mercado, mas também para toda a produção.
Nesta hora, entram as máquinas e as matérias-primas eficientes e sustentáveis, prontas para abraçar conceitos e para produzir não apenas para grandes marcas, mas também para os novos empreendedores da era pandemia.
O movimento Fast Social – criação de novas demandas da moda via redes sociais – já é uma realidade e vem sendo atendida com o apoio da tecnologia.
Impressão digital com consumo zero de água no processo e a opção de produção sob demanda, reduzindo a necessidade de estoques deixou de ser tendência para se tornar necessidade.
O consumidor tem pressa, é exigente e leva, cada vez mais em consideração, boas práticas de ESG (do inglês Environmental, Social and Governance, ou seja, Ambiental, Social e Governança) na hora de escolher as marcas com quem se relaciona.
Além disso, entre os principais diferenciais de quem quiser se manter forte dentro deste movimento será a qualidade.
Mais do que atender a demanda do consumidor, será preciso oferecer um produto capaz de confrontar a enorme concorrência dos nossos dias atuais.
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