LOGÍSTICA
Com 5,8 milhões de m2 no Brasil, Mercado Livre e Shopee derrubam vacância de galpões logísticos
18/05/2026 20:05:00
Complexos portuários como Itajaí, Navegantes, Garuva, Itapoá e Araquari já operam com vacância inferior a 3%
O mercado de condomínios logísticos abriu 2026 sob pressão de dois gigantes do varejo que voltaram a liderar a demanda no país: Mercado Livre e Shopee. Juntas, as duas empresas somam 5,8 milhões de m2 no território nacional e mais de 800 mil metros quadrados em novos contratos apenas no primeiro trimestre, segundo levantamento da Buildings, empresa de pesquisa imobiliária corporativa. O Mercado Livre segue na liderança, com 4 milhões de m² ocupados em condomínios logísticos no Brasil, distribuídos em 96 operações. Só no primeiro trimestre de 2026, a empresa somou mais de 377 mil m² entre novas locações e expansões em dez centros. O maior deles ocorreu em Jacareí, em São Paulo, com 134,2 mil m². A Shopee, por sua vez, fechou o período com 440 mil m² e alcançou 1,8 milhão de m² ocupados em 113 operações logísticas.
Para o especialista em investimentos logísticos e CEO da Sort Investimentos, Douglas Curi, os números mostram estratégias distintas entre as duas varejistas. “A Shopee trabalha com uma presença mais distribuída, com operações espalhadas por diferentes regiões para reduzir prazos de entrega e ganhar eficiência na malha logística. Já o Mercado Livre vem apostando em estruturas maiores”, explica.
Segundo o especialista, embora o eixo paulista ainda concentre parte relevante das grandes operações, a pressão por galpões já alcança outros polos logísticos como o Sul do país. Algumas regiões catarinenses situadas no entorno da BR-101 e de complexos portuários como Itajaí, Navegantes, Garuva, Itapoá e Araquari já operam com vacância inferior a 3% e o metro quadrado registra valorização superior a 20% ao ano.
“Entre os ativos imobiliários, os galpões logísticos hoje registram a menor taxa de vacância do mercado. Isso acontece porque as grandes plataformas do varejo disputam tempo de entrega e proximidade com o consumidor, o que eleva a procura por estruturas localizadas em corredores estratégicos, perto de portos, rodovias e centros urbanos. Além disso, a presença de novas plataformas que já são um sucesso, como Temu e TikTok Shop, tende a ampliar ainda mais essa pressão sobre a malha logística. Quando essa demanda chega a regiões com pouca oferta, o reflexo aparece rapidamente no aluguel e no valor do metro quadrado. Quem investe agora nessas áreas entra antes de um novo ciclo relevante de valorização”, conclui Curi.
Sobre o Grupo Sort
O Grupo Sort é comandado por Renato Monteiro e reúne empresas dos segmentos imobiliário, tecnologia, indústria e varejo, entre elas a Fast Sale, a PipeImob Tecnologia, a Sort Empreendimentos e a Sort Investimentos. Com mais de R$ 8 bilhões em ativos sob assessoria, o grupo se destaca pela seleção e gestão de imóveis voltados a investidores de diferentes perfis, com forte atuação no mercado de galpões logísticos. Atualmente, administra mais de R$ 3 bilhões em ativos nesse segmento, com taxa de vacância inferior a 3% e crescimento expressivo em negociações de terrenos e empreendimentos logísticos em todo o país.
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