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SC transforma a reclusão em oportunidade de recomeço para pessoas privadas de liberdade
08/07/2025 17:30:00
Com mais de 9,6 mil apenados em atividade produtiva e R$ 28 milhões gerados em 2024, Santa Catarina se destaca no Brasil como referência na ressocialização por meio do trabalho prisional.
O índice de presos que trabalham no Estado já chega a 33,6% — bem acima da média nacional de 23,8% — e demonstra que a ocupação laboral no cárcere vai além da rotina, é também instrumento de transformação social.
Mais do que cumprir a Lei de Execução Penal (LEP), que define o trabalho como direito e dever da pessoa privada de liberdade, o sistema prisional catarinense aposta na dignidade e na preparação para a reintegração social.
Essa diretriz é reforçada pelas recomendações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ganha força local com a atuação do Grupo de Monitoramento e Fiscalização dos Sistemas Prisional e Socioeducativo (GMF), do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), que acompanha e fomenta políticas de inclusão social.
Em parceria com a Secretaria de Estado da Justiça e Reintegração Social, o TJSC aprimorou o modelo de gestão do sistema prisional.
Neste momento, são 378 termos de parceria laboral firmados entre empresas, instituições públicas e Estado, que abarcam 98% das unidades prisionais de Santa Catarina (51 de 53).
O objetivo é transformar o tempo de reclusão em uma fase produtiva, de qualificação e preparação para a liberdade.
Em 2024, as atividades laborais nas unidades prisionais catarinenses movimentaram R$ 28 milhões.
Esse valor, segundo o executivo, é revertido em investimentos diretos nas áreas de segurança, saúde e educação do sistema, além de fortalecer a infraestrutura das unidades próprias e permitir a expansão de programas de capacitação e trabalho.
O modelo também promove justiça e responsabilidade social.
O preso que trabalha recebe remunerações de um salário mínimo, com destinação equilibrada: 50% são enviados para sua família, 25% são usados para custear sua permanência e investimentos no sistema e os 25% restantes são depositados em uma poupança, utilizada quando ele sai da prisão.
Esse montante, em termos brutos, atingiu R$ 112 milhões no ano passado.
As frentes produtivas são diversas e adaptadas às realidades regionais.
Há unidades que apostam na fabricação de móveis escolares, confecção de uniformes, montagem de eletrônicos e horticultura, com ações realizadas tanto dentro de fora do ambiente prisional.
Em diversas comarcas catarinenses, juízes e juízas atuam na articulação de projetos e na fiscalização da execução das políticas de trabalho prisional.
Esse engajamento, aliado à atuação conjunta de diferentes instituições, tem impulsionado resultados concretos.
Unidades como as de Criciúma, Curitibanos e Palhoça já se destacam nacionalmente por suas boas práticas de ressocialização.
Confira o vídeo da série do TJSC sobre o trabalho no cárcere: https://www.youtube.com/watch?v=0WFIVSNDh9w
O desembargador Roberto Lucas Pacheco, supervisor do GMF/TJSC, enfatizou:
“O Tribunal de Justiça de Santa Catarina, por meio do Grupo de Monitoramento e Fiscalização, reafirma seu compromisso inegociável com a dignidade humana e a transformação social no cárcere”.
"Acreditamos que o trabalho prisional, quando executado com responsabilidade e propósito, é uma das mais potentes ferramentas de reintegração e de construção de um sistema penal realmente voltado à justiça, à cidadania e à paz social”.
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