Blog do Editor | Publicado em: 21/07/2017 07:45:00

Estudo desenvolvido no Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) apresentou um framework que proporciona a possibilidade de crianças criarem seus próprios games.

Intitulado de "Eu Fiz Meu Game", o framework, desenvolvido por Adriana Gomes Alves, professora do curso de Ciência da Computação e Design de Jogos Digitais, da Univali, em sua tese para o Doutorado em Educação, também na Univali, define uma metodologia pedagógica e tecnológica que tem por base o uso de técnicas de desenvolvimento de jogos digitais aliadas a técnicas pedagógicas de produção colaborativa em que crianças compartilham experiências de uso e criação de jogos.

A aplicação também foi fruto de pesquisa de Karla Demonti Passsos Cathcart, que, em sua tese para o Doutorado em Educação da Univali, observou que a colaboração inter pares no processo mediado de criação de jogos digitais, por meio da metodologia estabelecida por Adriana, possibilita que as crianças aprendam significados, comportamentos e tecnologias complexas e que contribuem para a inclusão escolar.

Ambos os estudos foram orientados pela professora e pesquisadora Regina Célia Linhares Hostins, e aplicado na Escola Básica Gaspar da Costa Morais, em Itajaí.

O trabalho contou com a participação ativa de quatro crianças de nove anos. Uma delas com deficiência intelectual e outra com autismo associado à deficiência intelectual. Participaram, ainda, alunos dos cursos de Engenharia de Computação, Ciência da Computação e Design de Jogos e Entretenimento Digital, da Univali.

Durante seis meses o grupo trabalhou de forma colaborativa e mediada, usando o sistema desenvolvido, possibilitando a participação das crianças em todas as etapas de concepção e produção de um jogo digital de plataforma e puzzle, que aborda a criação de brinquedos a partir de objetos recicláveis.

Ele foi batizado de "Brinquedos que criam vida" e está disponível para download, no Google Play, para celulares com sistema Android, ou para computadores com sistema Windows.

Segundo a pesquisadora Adriana Alves, os resultados de sua pesquisa sustentam que o processo mediado por instrumentos, signos, pessoas com diferentes níveis de experiências e pautado na colaboração, possibilita e contribui para que as crianças passem de usuárias a criadoras de jogos, explorando atividades intelectuais e afetivas de negociação, elaboração de hipóteses, desenvolvimento de ideias, análise de resultados e interação.

Além disso, complementarmente, o uso da abordagem demonstrou reforçar o controle consciente do comportamento, atenção e memória voluntária, memorização ativa, pensamento abstrato, raciocínio dedutivo e capacidade de planejamento: "A pesquisa aponta que a construção em grupo e mediada de jogos digitais, determinada pelas construções intelectuais simbólicas coletivas e colaborativas de aprendizagem, contribui significativamente para o desenvolvimento individual das funções psicológicas superiores", conclui Karla Cathcart.

Mais informações (47) 3341-7544




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