| Publicado em: 14/09/2018 09:00:00

A integração de tecnologias para a melhoria dos processos de fabricação que forma o conceito de Indústria 4.0 traz desafios e oportunidades ao setor produtivo.

A afirmação foi feita pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, no evento Desvendar 4.0, em Jaraguá do Sul.

O encontro, que é uma iniciativa da Confederação Nacional da Indústria, por meio do Senai Nacional, foi promovido na quarta-feira, dia 12.

O objetivo foi sensibilizar as empresas sobre o assunto.

Aguiar afirmou que o assunto exige a atenção do setor produtivo. Ele alerta que a integração do mundo físico e virtual por meio de tecnologias digitais impõe uma nova forma de produzir, que vai gerar novos negócios e transformar o mercado de trabalho:

“O conjunto de conceitos ligados, como big data, conectividade e inteligência artificial é uma grande oportunidade, ainda mais para a indústria brasileira. Podemos recuperar competitividade, com ganhos expressivos de produtividade”.

O presidente da entidade lembrou que a Carta da Indústria 4.0, lançada pela CNI e Senai, enfatizou que a grande mudança nos processos produtivos não diz respeito apenas às grandes companhias, mas às empresas de todos os portes e setores de atuação, nas quais “adaptação” passa a ser palavra de ordem:

“Isso significa que a indústria deve enxugar seus processos produtivos, conhecendo e superando suas deficiências, para então poder se digitalizar. A requalificação dos trabalhadores e gestores também passa a ser uma agenda estratégica”.

O engenheiro alemão Johannes Klingberg, diretor executivo da Associação de Engenheiros do Brasil e Alemanha, apresentou as diretrizes do movimento de implantação da indústria 4.0 e traçou um paralelo sobre o processo nos dois países:

“Entender as diferenças neste caminho que a indústria brasileira começa a percorrer é essencial, principalmente no sentido de que se trata de um conceito de gestão em que se busca mais qualificação com ganhos de tempo e agilidade. Isto passa pela preparação e evolução do colaborador e pela necessidade de que a indústria trate o assunto dentro de uma visão holística e não como um projeto de TI”.

Alex Kuhnen, especialista em Indústria 4.0 do Centro de Desenvolvimento Integrado de Produtos do SENAI de Santa Catarina, destacou a capacidade do setor produtivo de aprender a ser ágil na aplicação dos novos conceitos como atributo para que o estado avance em competitividade com melhores indicadores de produtividade.

Ele explica que isso passa por etapas que levam à maturidade da empresa e clareza quanto aos seus objetivos de negócios, considerando a otimização e o quão enxuto são os seus processos para alcançar a produtividade:

 “O primeiro passo é ter uma indústria mais enxuta e eficiente, que utilize melhor os seus recursos, na requalificação não apenas do trabalhador, mas de todo o processo”.


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