Economia
O mundo está interessado no Brasil, avalia consultor
Executivo da Ernst & Young Terco afirma que o país será o quinto maior consumidor até 2020
Publicado em 09/04/2013 16:50:00
Laís Brandes

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Luiz Passetti e Edgar Horny falaram dos motivos de se investir na internacionalização de empresas (Foto: Giovanni Silva)

 

“O mercado interno, onde estamos instalados, o mundo enxerga e quer explorar”. Este foi um dos pontos destacados por Luiz Carlos Passetti, sócio sênior da Ernst & Young Terco, em sua palestra que abriu a 7ª Conferência Empresarial. O evento ocorreu dia 19 de março, em Blumenau, com o tema “Internacionalização Empresarial”.

 

Passetti afirmou que o mercado brasileiro é crescente. “O mundo está interessado no Brasil. Até 2020, o país será o quinto maior mercado consumidor devido à melhoria da renda e o nível de emprego”, ressalta. De acordo com o executivo, o Brasil será o segundo maior consumidor de artigos de pet shops no mundo e terceiro em automóveis, motos, alimentos e bebidas, vestuário, computadores, perfumes e cosméticos.

 

O palestrante alertou para o surgimento de uma nova classe média de consumidores, que nos próximos dois anos sofrerá um aumento de 15 milhões de pessoas. De 2003 a 2011, 40 milhões de pessoas já atingiram este nível.

 

Durante sua palestra, Passetti também exibiu uma pesquisa realizada com líderes globais, em que 74% afirmaram que suas maiores receitas vieram de negócios efetivados em países emergentes. 

 

Entre os motivos de investir na internacionalização, o executivo aponta a dependência em um só mercado. Para ele, o risco diminui quanto menor for a dependência a apenas um mercado. Como exemplo, Passetti cita o grande crescimento do volume de oferta de crédito para o consumo nos últimos anos, mas afirma que a tendência é estabilizar. “O crescimento do consumo tende a desacelerar, por isso o risco de ficar dependente de um mercado só”, completa.

 

O palestrante apresentou dados econômicos que apontam que, em 2012, o comércio varejista cresceu 8,5%. Para 2013, a estimativa é de apenas 5%. Já o consumo das famílias cresceu 3%, representando R$ 2,7 trilhões. 

 

Passetti ainda destacou que, de acordo com a Organização Mundial do Comércio (OMC), a economia brasileira é uma das mais fechadas. Em 2007, o Brasil teve o sétimo maior PIB do mundo, mas ficou apenas na 23ª posição entre os maiores exportadores mundiais. 

 

Pesquisa e desenvolvimento

 

Para Passetti, esse índice se deve ao baixo investimento em pesquisa e desenvolvimento. O palestrante mostrou que o país investe apenas 1,2% do seu PIB em pesquisa. A China, por exemplo, que tem o segundo maior PIB do mundo, é o primeiro em exportação e o 27° em importação e investe 1,55% em pesquisa e desenvolvimento.

 

O executivo também alertou para a falta de mão e obra qualificada no país. “Os países que mais investem em pesquisa e desenvolvimento e na formação de cientistas e engenheiros são os que mais exportam”, comentou, lembrando que, desde o ano passado, o governo federal investe para aumentar o número destes profissionais no país.

 

Passetti também defende a priorização da educação por meio da formação técnica. “No Brasil, só a Ernst e Young Terco oferece cerca de mil vagas para trainees. No entanto, devido à falta de mão de obra qualificada, as contratações são desproporcionais ao crescimento da população economicamente ativa”, completou.

 

O palestrante ainda afirma que o aumento salarial é maior que o aumento da produtividade e fala sobre o aumento dos ingressos líquidos, que registraram um crescimento de 37,5% em relação a 2010. “As empresas migram para aproveitar o mercado consumidor e absorvem a mão de obra qualificada”, ressalta.

 

Exportações

 

Passetti ainda apontou que a carga tributária, a infraestrutura e a matriz energética são os principais empecilhos para o crescimento da economia e afirmou que as exportações dependem muito do agronegócio. “Com a queda das commodities, o setor cresceu pouco”, diz.

 

Já a demanda global por produtos manufaturados cresce a uma média anual de 3,3%. No Brasil, estes produtos representam apenas 1,8% das exportações e 47% são de produtos primários. 

 

O mercado alemão

 

A conferência teve continuidade com Edgar Horny, presidente do conselho regional do Grupo Voith no Brasil e ex-presidente do Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha (VDI). Horny apresentou o cenário econômico alemão e falou sobre as vantagens de se investir no país.

 

Ao contrário do Brasil, o executivo defendeu que a Alemanha possui uma economia aberta, com um ambiente seguro e legislações claras, a exemplo da proteção da propriedade intelectual.

 

A Alemanha detém 20% do PIB da Europa e quase 3% dele é investido em pesquisa e desenvolvimento. Horny afirma que as empresas alemãs têm parceria com as universidades. “Quando vierem à Alemanha, sugiro uma visita aos centros de pesquisa para conhecer as tecnologias alemãs e comparar com as brasileiras. Concluirão que as tecnologias de lá são muito mais avançadas que as daqui”, argumenta.

 

Horny esclareceu que quem pretende investir na Alemanha pode obter incentivos governamentais. No entanto, é um erro investir pensando em recebê-los. “Outro erro é investir na Alemanha pensando que o imposto é baixo. Mas apesar disso, o governo é pontual e ágil nos pagamentos dos créditos gerados pelos impostos”, completa.

 

Outro diferencial da Alemanha, de acordo com o palestrante, está na geração e distribuição de energia, já que o país possui tarifas diferenciadas de energia elétrica como forma de incentivar seu uso em diversos horários. O Norte da Alemanha, por exemplo, recebeu uma vantagem tecnológica com sua matriz energética, apostando em energia eólica, mas o sistema ainda está em evolução.

 

Educação

 

A mão de obra qualificada, conforme Horny, também é outro ponto alto do país, já que lá as empresas são obrigadas a investir na educação dos trabalhadores que pertencem aos seus conselhos de fábricas. “Os trabalhadores recebem constantemente capacitação técnica e profissional. Desta forma eles adquirem um conhecimento global da empresa onde trabalham. Sabem ler um balanço, conhecem os números da empresa e a real situação delas perante o mercado”, garante.

 

Na visão do especialista, um dos grandes erros cometidos no Brasil é a omissão dos diretores. “Nas empresas brasileiras, quem faz o contato com os sindicalistas são os coordenadores de RH, enquanto os diretores se escondem”, avalia.

 

O executivo também aproveitou a ocasião para apresentar a Associação dos Engenheiros Brasil-Alemanha (VDI), que há mais de 100 anos tem como objetivo aprimorar o conhecimento e trocar experiências. Em maio deste ano, a entidade irá apresentar um simpósio internacional em São Paulo com o tema “Novos materiais, novos processos”.

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