Economia
Falta de mão de obra qualificada atinge empresas de SC
Mercado de trabalho no país divide opiniões entre especialistas em relação ao pleno emprego
Publicado em 12/11/2013 16:03:00
Deise Furtado

Compartilhe Compartilhe Compartilhe
Especialistas se dividem entre situação e pleno emprego e falsa interpretação da realidade. Em meio a situação, empresas reclamam da falta de mão de obra qualificada (Foto: Divulgação)

 

Alguns especialistas sugerem uma situação de pleno emprego, tanto no Brasil como em Santa Catarina. Outros garantem que as pesquisas que indicam isso são uma falsa interpretação da realidade. O pleno emprego caracteriza-se pelo equilíbrio da economia, onde a oferta de trabalho é definida a partir da disposição do empregado de receber certo salário. Independente da situação, o cenário em que vivem muitas empresas leva para um caminho: a falta de qualificação profissional.

O problema atinge 65% das indústrias brasileiras dos segmentos extrativa e de transformação. Os dados fazem parte da pesquisa Sondagem Especial - Falta de Trabalhador Qualificado na Indústria, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em outubro. Contudo, não são apenas esses setores que sofrem com a falta de profissionais qualificados. Em Santa Catarina, por exemplo, duas empresas de áreas diferentes passam pelo problema. Uma voltada à tecnologia e outra do ramo têxtil.

A empresa de tecnologia HBSIS, localizada em Blumenau, afirma não estar fácil encontrar profissionais qualificados. "Atualmente temos dificuldade na contratação de programadores com conhecimento em COBOL", declara Carmen Cristina Ittner, gerente de patrimônio humano da empresa. Ela conta que buscam driblar o problema, inclusive, estimulando os próprios funcionários a indicar novos colaboradores. "Atuamos fortemente com as mídias sociais, consultorias especializadas e temos o Programa Indique, onde nossos colaboradores podem indicar outros profissionais, e se essa indicação gerar uma contratação, o profissional que indicou recebe um bônus financeiro", explica.

Na Fakini Malhas, de Pomerode, o cenário não é diferente. Segundo o gerente de recursos humanos da empresa, Vilson Duarte, para driblar a situação, as soluções são semelhantes às da HBSIS. "Para reverter esse quadro, usamos da boa visibilidade da empresa na comunidade, que tem nos ajudado muito. Os colaboradores também são peças-chave nesse envolvimento. Eles indicam candidatos e são recompensados por isso, além disso, usamos as redes sociais para divulgação de vagas", destaca.

O gerente da Fakini diz que a maior dificuldade da empresa não está propriamente no profissional qualificado, mas sim, nos profissionais sem qualquer experiência e que estejam dispostos a trabalhar e seguir uma carreira. Para Vilson, esta situação afeta diversos ramos de atuação. "O pleno emprego, na maioria das vezes, impede o crescimento, expansão e o próprio desenvolvimento econômico dos municípios. Hoje a necessidade de mercado nos rebate a uma expansão das áreas produtivas, forçando as empresas locais a buscarem outras cidades ou regiões para instalar novas unidades", destaca.

Outra solução encontrada pelas empresas para conquistarem profissionais qualificados é a capacitação interna. A gerente da HBSIS destaca que o investimento nas pessoas é fundamental. "Temos hoje a Universidade corporativa, que é responsável por apoiar os projetos de criação, manutenção e execução de treinamentos relacionados a conhecimentos gerados pela própria HBSIS", conta Carmen.

A HBSIS está com nove vagas em aberto. Todas elas para áreas que exigem capacitação dos profissionais, como Programador Cobol, programador PHP e coordenador de projetos. Já a Fakini Malhas oferece, atualmente, seis vagas para profissionais sem qualquer experiência, para os setores de produção da empresa.

Situação de pleno emprego no Brasil: o outro lado da moeda

Para o economista, cientista político e professor da Univali, Eduardo Guerini, a situação de pleno emprego no país é ilusória. Para ele, apesar da taxa de desemprego estar em uma média de 5,4%, situação em que muitos consideram favorável, para ele é mais complexo. Ele explica que as pesquisas são feitas com base em regiões específicas do país e que esses números não podem retratar o todo. Ele destaca ainda que, os números excluem tanto aqueles que estão desempregados por desalento (procuraram emprego por um período, não encontraram e desistiram) como aqueles que atuam no mercado informal.

De acordo com uma pesquisa do Caged, houve uma queda drástica do emprego formal entre 2002 e 2013. Em 2002 o total de emprego formal no país era de 980.592. Até 2010 esse número, ano a ano, variou entre altas e baixas. Em 2010 o Brasil registrou 2.555.421 empregos formais. Em 2011 caiu para 1.966.449 e em 2012 para 1.370.447. Até setembro de 2013 esse número alcançou a casa do 1.323.461. Para o especialista, isso deve gera uma grande preocupação em relação ao mercado de trabalho para 2014. 

Linha direta

Contate a redação:
www.noticenter.com.br
(47) 3035-4314

 
 

Kleber de Mello - 14/11/2013 13:14:39

O problema não é falta de mão de obra, é falta de vergonha das empresas catarinenses em pagar um salário compatível com a média nacional, o que evitaria que muitos profissionais optassem por abrir seu próprio negócio. Hoje as empresas querem recém-formado pra poder pagar pouco inicialmente. Como não valorizam, logo este funcionário vai embora. As empresas não valorizam os experientes e preferem pagar menos aos recém-formados do que pagar um salário bom aos experientes. O que acontece então é que os quadro de funcionários é inchado, pois aumenta o índice de retrabalho nos seus produtos, e aí os dirigentes não entendem porque as coisas estão piorando.

Responder este comentário

 

André Silva - 14/11/2013 10:39:00

Isso é choradeira de acomodado. Mão de obra qualificada existe, o que não existe é salário compatível. Lei da oferta e da procura. Querem pagar R$ 1.200,00 para um programador formado. Isso minha diarista, semi-analfabeta, ganha frouxo.

Responder este comentário

 

Martins - 13/11/2013 09:17:38

Ao meu ver as empresas estão se aproveitando da mídia para divulgar suas vagas e não estão valorizando devidamente os profissionais, pois sempre existem bons profissionais a procura de novos desafios, porém os salários oferecidos são muito aquém ao nível de especialização que o profissional detém.

Responder este comentário

Encontre cursos, palestras e eventos em Santa Catarina

11ª Conferência Empresarial - ...
Cidade: Blumenau
Data: 06/11/2014
Gestão de Pessoas
Cidade: Blumenau
Data: 13/11/2014

Selecione o Setor e Cidade para Buscar Oportunidades

Babá - 11299.
Cidade: Blumenau/SC
Atendente de Loja - 11300.
Cidade: Blumenau/SC
Vendedor (a) - 11294.
Cidade: Blumenau/SC

Selecione o Setor e Cidade para Buscar Fornecedores

ACK Comércio
Estamparias
(47) 3327-0849
Inarmeg Redutores e ...
Fabricante nacional de redutores e motoredutores; ...
(47) 3312-2600
Tecny do Brasil
Fornecimento de soluções para o aquecimento, venti...
(47) 3473-7132
Sisven Softwares
Desenvolvemos sistema para automação comercial, em...
(47) 3456-1053
Leonir Zacarias Apri...
Treinamentos, Coaching, Desenvolvimento de Equipes...
(47) 3371-5881
Adolim prestadora de...
Indústria de peças e equipamentos para indústria
(47) 3326-5728
Cadastre-se para receber notícias
Complete o cadastro abaixo e receba notícias diretamente no seu E-mail.
Cadernos Setoriais
Permitimos a livre reprodução do conteúdo, respeitados os contextos da edição. Agradecemos a citação da fonte - www.noticenter.com.br

by Ksys