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O Conselho das
Federações Empresariais de Santa Catarina – Cofem, vai aumentar a
pressão sobre o governo federal e os órgãos públicos responsáveis pela
infra-estrutura de transportes da região Sul a fim de agilizar os
pagamentos dos investimentos previstos no Orçamento da União para obras
do setor. Em sua reunião mensal, no último dia 2 de dezembro, na sede da
FCDL/SC, as entidades que compõem o Conselho deliberaram algumas ações a
serem tomadas nesse sentido.
Segundo dados da Federação das Indústrias - Fiesc, até o dia 23 de
outubro o Governo
Federal havia liberado apenas R$ 70,6 milhões dos R$ 447,9 milhões
previstos para a
infra-estrutura de transportes no Estado, ou seja, 14,9% do total. O
caso dos portos é
ainda mais grave: dos R$ 68,7 milhões previstos na Agenda Portos para
2005, somente R$ 7,4 milhões – ou 10,8% - foram efetivamente pagos.
“Esse governo está brincando com todos nós”, disse o presidente da Fiesc,
Alcantaro Corrêa. “Qual a credibilidade de um ministro ao dizer que
teremos recursos, se nem o que temos é de fato aplicado?”, questionou.
A primeira ação do Cofem já foi alinhavada na última reunião.
Aproveitando a presença do deputado estadual Onofre Agostini, convidado
a expor ao Conselho detalhes da peça orçamentária estadual para 2006, os
presidentes das Federações solicitaram que o parlamentar encaminhe à
Assembléia Legislativa proposição de audiência pública para levar a
conhecimento da sociedade os problemas que o Estado enfrenta no setor.
“Apesar de o Legislativo Estadual não ter poder sobre o orçamento
nacional, é uma casa que nos permitirá ter eco às nossas
reivindicações”, disse o presidente da FCDL, Roque Pellizzaro Júnior. O
Cofem pretende convidar os congressistas catarinenses para o ato. A
previsão é de que a audiência aconteça em fevereiro, após o recesso
parlamentar. Em outra frente, o Cofem fará um estudo detalhado da
proposta orçamentária, apresentada na reunião de outubro do Conselho
pelo deputado federal Carlito Merss, relator do Orçamento. Em primeira
análise, as Federações entenderam que os valores destinados ao Estado
estão muito aquém do razoável. Os recursos, segundo os presidentes, são
praticamente para a BR-101, que não é uma obra de Santa Catarina, mas
sim do Brasil. A análise do Cofem seguirá para os parlamentares
catarinenses, congressistas e prefeitos de todo o Estado.
Ainda neste encontro, os presidentes das Federações que compõem o Cofem
– Faesc, Facisc, Fampesc, FCDL/SC, Fecomércio, Fiesc e Fetrancesc –
redigiram um documento ao ministro Adylson Motta, presidente do Tribunal
de Contas da União, solicitando especial atenção para agilizar o
processo que atravanca a liberação de recursos para a BR-470. O Cofem
envolverá ainda o Fórum Parlamentar Catarinense, para que ajude a
levantar junto do TCU quais as irregularidades que vêm comprometendo a
liberação de recursos também para a BR-282 e para o aeroporto de Correia
Pinto.
O Cofem pediu ainda ao deputado Agostini um detalhamento do Orçamento
Estadual para 2006, sobretudo quanto aos investimentos e as destinações
dos recursos captados pelo Fundo Social, a fim de fazer uma análise da
distribuição dos recursos segundo critérios geoeconômicos.
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