ECONOMIA
Apesar da conjuntura, exportação de SC cresce em maio. Venda de fumo garante o aumento dos embarques brasileiros
 

As exportações catarinenses no mês de maio somaram US$ 515,7 milhões, com alta de 12,8% em relação a abril, divulgou a Federação das Indústrias (Fiesc). No acumulado do ano, o Estado vendeu US$ 2,3 bilhões ao exterior, número 6% maior que o do mesmo período em 2005, mas abaixo do crescimento das exportações nacionais, que foi de 13,8%. Além de estar abaixo da média brasileira, o aumento dos embarques catarinenses deveu-se em grande parte à venda de fumo, enquanto outros itens tradicionais da economia do Estado registraram queda acentuada.

 

Apesar da recuperação pontual, a Fiesc mantém a preocupação com os efeitos da política econômica sobre o setor exportador. Os fatores que levaram à queda das exportações catarinenses nos últimos meses continuam os mesmos, acrescidos de novas dificuldades. Além do câmbio, da carga tributária, das tarifas públicas e da concorrência desleal, as empresas tiveram de enfrentar atrasos nos embarques causados por greves como a dos auditores da Receita Federal.

 

O crescimento das exportações verificado nos cinco primeiros meses do ano foi puxado pelos embarques de fumo, que já é o terceiro item mais exportado pelo Estado. As vendas cresceram 129,2% e alcançaram US$ 125,8 milhões. Autopeças (39,3%), motores elétricos (24,4%) e portas (19,6%) também tiveram altas.

 

Entre os dez principais itens da pauta exportadora catarinense, no entanto, cinco registraram queda: frango, motocompressores, artigos têxteis, móveis e carne suína. A exemplo dos últimos meses, as quedas mais expressivas foram nos embarques de móveis e carne suína, segmentos de grande importância na economia estadual.

 

As vendas de carne suína estão em queda-livre em função do embargo imposto pela Rússia. A redução neste ano foi de 42,3%, passando de US$ 200,1 milhões para US$ 116 milhões. Os frigoríficos enfrentam problemas e a indústria alimentícia tem liderado o ranking das demissões em Santa Catarina.

 

Situação preocupante também vivem as moveleiras, principalmente por causa valorização do real frente ao dólar. Altamente exportador, o setor é um dos mais castigados pela atual política cambial e amargou de janeiro a maio queda de 24% nas exportações, que passaram de US$ 163,3 milhões para US$ 124 milhões. A retenção dos créditos de ICMS previstos pela Lei Kandir é outro fator de pressão. As fabricantes de móveis precisam desse ressarcimento do governo federal, que resiste apesar dos esforços de várias entidades representativas, entre elas a Fiesc.

 

Puxadas pelo câmbio, as importações continuam em alta. De janeiro a maio as compras cresceram 63,9% e acumularam US$ 1,2 bilhão. O saldo da balança comercial catarinense ficou em US$ 1 bilhão, significativamente menor que o US$ 1,4 bilhão do mesmo período no ano passado.
 

 

  

  

 

Os 10 produtos mais exportados por Santa Catarina de janeiro a maio de 2006
 

 

 

Os 10 principais países para quem exportamos de janeiro a maio de 2006
 

 

 

IMPORTAÇÕES CATARINENSES

 

   



 

 

Os 10 produtos mais importados por Santa Catarina de janeiro a  maio de 2006

 

 

 

Os 10 principais países de quem SC importou de janeiro a maio de 2006

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Balança Comercial Catarinense (US$ mil FOB)

 

      * Janeiro - Maio
 
Fontes: MDIC/SECEX - Sistema Alice