NEGÓCIOS
Japão analisa o financiamento de projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo em vários países
 
Uma comitiva da Jetro, a organização oficial de comércio exterior do Japão, participou de um seminário sobre mecanismos de desenvolvimento limpo na sede da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc). A Indústria catarinense começa a despertar para as oportunidades nessa área. Alguns setores importantes da economia do estado, como o florestal e de produção de carnes (biodigestores na produção de suínos) têm grande potencial para participar de projetos de corte de emissão de gases.

No ano passado o volume de créditos de carbono comercializado no mundo chegou a US$ 10 bilhões, segundo o Banco Mundial, e a previsão para 2006 é chegar a algo entre US$ 25 bilhões e US$ 30 bilhões. O Brasil possui 135 projetos, dos quais 43 já foram registrados na ONU, e pode ser líder, ao lado de países como Índia e China. Entre os projetos de grande potencial estão os de energia renovável, aterros sanitários, estações de tratamento de efluentes e resíduos de animais.

Além de palestras sobre o tema foi realizada rodada de consultoria, quando os especialistas da Jetro avaliaram projetos de empresas catarinenses com o objetivo de identificar potenciais parcerias com empresas, investidores e entidades do Japão. Entre os consultores estiveram representantes da Nedo (New Energy and Industrial echnology Development Organization), Mitsubishi UFJ Securities e Mayekawa Mfg. Co.

No Japão, o interesse por projetos na área é grande e, segundo os representantes da Jetro, o país tem pressa. Uma pesquisa da instituição divulgada em março identificou que 13,8% das indústrias já desenvolvem ou estão em vias de desenvolver projetos relacionados ao Protocolo de Kyoto. Outras 42% ainda não têm iniciativas concretas, mas demonstram interesse em fazê-lo.