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A produção industrial teve
variação nula (0,0%) na passagem de março para abril, segundo os
índices sazonalmente ajustados. Em relação a abril de 2005, o
setor registrou recuo de 1,9%, tendo acumulado expansão de 2,9%
no primeiro quadrimestre frente a igual período de 2005. O
índice acumulado nos últimos doze meses, que em abril chegou aos
2,6%, sinaliza recuo no ritmo de crescimento em relação à taxa
do mês anterior (3,3%).
A estabilidade na
atividade industrial entre março e abril reflete uma maior
concentração entre os setores que expandiram a produção (14) do
que os que apresentaram decréscimo (9), dos vinte e três ramos
que têm séries ajustadas sazonalmente. Entre as indústrias que
aumentaram a produção, os desempenhos de maior importância para
o resultado global vieram da metalurgia básica (4,2%), de outros
produtos químicos (2,0%) e de bebidas (3,5%). Em contrapartida,
farmacêutica (-7,0%) e alimentos (-1,5%) exerceram as principais
pressões negativas.
Ainda na
comparação com o mês anterior, nos índices por categoria de uso,
os segmentos de bens de consumo duráveis (1,7%) e semi e
não-duráveis (1,3%) assinalaram taxas positivas, enquanto bens
de capital (0,0%) e bens intermediários (-0,1%) mostraram
estabilidade.
Com o resultado de
abril, o indicador de média móvel trimestral permanece estável,
com ligeira variação positiva de 0,2% frente a março. Nesta
mesma comparação, o setor de bens de consumo duráveis mostrou
aceleração (acréscimo de 0,9% entre março e abril), enquanto
bens de consumo semi e não-duráveis (0,2%) e bens intermediários
(-0,1%) sinalizaram estabilidade. O segmento de bens de capital
(-0,3%) mantém trajetória de desaceleração.
Em relação
a abril de 2005, o setor industrial apresentou queda de 1,9%
Na comparação
abril 2006/abril de 2005, o setor industrial registrou recuo de
1,9%, após seis meses de crescimento. Esse resultado foi
influenciado pelo menor número de dias úteis no mês (18 em 2006
contra 20 em 2005). Neste índice, dezenove dos vinte e sete
ramos pesquisados apresentaram queda, sendo que, em março, as
taxas negativas foram registradas em apenas seis ramos. As
maiores pressões negativas sobre a taxa global vieram, por ordem
de importância, de: alimentos (-6,9%), veículos automotores
(-6,2%) e farmacêutica (-11,4%). Em relação ao setor de
alimentos, observou-se redução em 65% dos produtos pesquisados
na atividade, com destaque para os itens carnes e miudezas de
aves e carnes de bovinos, reflexo da queda nas vendas externas.
Essa queda foi influenciada não só pela redução do consumo de
carne de frango no mercado internacional, em função da gripe
aviária, mas também pela incidência da febre aftosa, que levou
ao embargo de parte das exportações de carne bovina. Entre as
oito atividades que mostraram crescimento em relação a abril de
2005, a de maior impacto positivo na formação da taxa global foi
a de máquinas para escritório e equipamentos de informática
(52,2%), seguida por refino de petróleo e produção de álcool
(8,3%), em função do incremento na fabricação dos itens
computadores e óleo diesel, respectivamente.
A queda registrada
no índice mensal de abril (-1,9%) contrasta com o ritmo de
crescimento observado do primeiro trimestre deste ano (4,6%). A
diferença no número de dias trabalhados em abril deste ano foi
um aspecto importante neste resultado negativo. A desaceleração
entre esses dois períodos esteve presente nas quatro categorias
de uso, porém foi mais intensa no segmento de bens de consumo
duráveis, que após acréscimo de 14,9% no primeiro trimestre,
registrou taxa de 0,5% em abril. Neste movimento destaca-se,
sobretudo, a redução em automóveis, cuja taxa passou de 12,6% no
período janeiro-março para -2,0% em abril, e em telefones
celulares (de 31,3% para –0,1%). A produção de eletrodomésticos
desacelerou de modo mais suave entre esses dois períodos (de
13,6% para 7,8%).
Os índices por
categorias de uso mostraram que bens de consumo duráveis (0,5%),
mesmo perdendo ritmo, foi a única que sustentou taxa positiva. A
queda na produção de bens de capital (-0,3%) refletiu o
desempenho de bens de capital para transporte (-6,9%), bens de
capital para fins industriais (-7,1%) e bens de capital
agrícolas (-18,6%), já que os subsetores de bens de capital para
construção (8,1%), para energia elétrica (28,7%) e para uso
misto (5,0%) mantiveram crescimento expressivo. O resultado de
bens intermediários (-1,7%) foi negativamente pressionado pelo
comportamento de insumos industriais elaborados (-2,4%); peças e
acessórios para equipamento de transporte industrial (-5,6%); e
alimentos e bebidas elaborados para indústria (-11,5%).
Ressalta-se ainda a queda observada em insumos para construção
civil (-1,7%), que interrompe cinco meses de taxas positivas
nesse indicador, além do recuo no subsetor de embalagens
(-2,2%). A taxa de –2,5% registrada pelo segmento de bens de
consumo semi duráveis e não-duráveis foi a mais negativa entre
as categorias e teve a influencia de alimentos e bebidas
elaborados para consumo doméstico (-4,1%) e outros produtos semi
e não-duráveis (-10,1%), com destaque, respectivamente, para os
itens carne de aves e calçados de couro. O único impacto
positivo veio de carburantes (9,6%), determinado pelo incremento
tanto em álcool (20,8%) como em gasolina (7,8%).
Indicador
acumulado para os quatro primeiros meses cresceu 2,9%
O crescimento de
2,9% no indicador acumulado nos quatro primeiros meses do ano,
contra igual período de 2005, atingiu dezoito setores e as
quatro categorias de uso. No corte por atividades, a liderança
permaneceu com máquinas para escritório e equipamentos de
informática (63,2%), devido ao avanço na produção de
computadores e seus periféricos. Vale ainda destacar os
resultados de extrativa (10,9%), material eletrônico e
equipamentos de comunicações (16,2%), máquinas, aparelhos e
materiais elétricos (15,6%) e refino de petróleo e produção de
álcool (5,0%). Por outro lado, alimentos (-1,2%) e madeira
(-8,1%) exerceram as principais pressões negativas.
A análise do
indicador acumulado no ano, a partir dos índices por categorias
de uso, mostrou que bens de consumo duráveis (10,9%) apresentou
a taxa mais elevada vindo, em seguida, bens de capital (6,7%),
ambos com desempenhos acima da média nacional (2,9%). O segmento
de bens de consumo semi e não-duráveis cresceu 2,4% e o de bens
intermediários, 1,6%.
Em síntese, a
atividade industrial manteve em abril um quadro de estabilidade.
A queda de 1,9% em abril 06/abril 05 deve ser relativizada, uma
vez que há uma diferença de número de dias trabalhados; para
essa mesma comparação, a série ajustada sazonalmente apontou
crescimento de 2,5%. Avaliando-se os índices por quadrimestre,
observa-se nesses primeiros quatro meses do ano, frente a igual
período de 2005, que a indústria assinalou aumento de 2,9%,
interrompendo a trajetória de desaceleração presente desde o
terceiro quadrimestre de 2004 (veja gráfico)
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