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melhores cidades para trabalhar da FGV. Blumenau
ultrapassa Joinville e São José deixa Criciúma para
trás |
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VEJA
A ANÁLISE DAS PRINCIPAIS CIDADES CATARINENSES

Balassiano, o coordenador da pesquisa: Joinville e
Blumenau
têm melhores oportunidades
Em Santa Catarina, brilha a capital Florianópolis.
Apesar de ser uma cidade com vocação para o setor de
serviços, que oferece oportunidades limitadas de
carreira para executivos, a capital catarinense se
tornou um excelente centro de educação superior.
Isso acaba fazendo Florianópolis crescer bastante na
pesquisa da Fundação Getulio Vargas, ficando à
frente de importantes centros industriais do
interior catarinense, como Blumenau (49a)
e Joinville (50a). Para ter uma
idéia dessa diferença, numa escala de 0 a 100,
Floripa tem nota 109 para o quesito educação.
"A média nacional é de 100 pontos. Cidades com
valores acima dessa nota são considerados centros de
excelência", diz o professor Moisés Balassiano,
coordenador da pesquisa e professor da FGV-RJ.
Blumenau tem nota 94,9 para educação e Joinville vem
logo depois, com 94,5. No entanto, se levarmos em
conta somente as oportunidades de carreira, não há
dúvida de que Blumenau e Joinville são mais
promissoras.
Essas cidades têm um pólo industrial bastante
desenvolvido, com empresas de peso como Tigre,
Embraco e Multibrás. Elas continuam crescendo. Aqui,
as oportunidades aparecem em maior quantidade para
os engenheiros (de produção, mecânicos e
eletrônicos). No entanto, é no pólo de informática
que começa a despontar em Joinville onde estão as
melhores ofertas para quem pensa em carreira e
desenvolvimento profissional. As organizações de
tecnologia crescem ao ritmo de 25% ao ano, ao passo
que a média das indústrias tradicionais cresce 6% ao
ano. Engenheiros de software, programadores e
profissionais de TI são as bolas da vez .
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Depois do Sudeste, a região
Sul é a melhor do país para quem deseja crescer e se
desenvolver profissionalmente. Desde que a pesquisa da
FGV-RJ começou a ser feita, em 2002, a participação do Sul
só tem aumentado. Atualmente, são 25 as cidades sulinas que
aparecem entre as 100 melhores para trabalhar, ante 24, no
ano passado, e 22, em 2002. A entrada da pequena São José
(98a), em Santa Catarina, na lista deste
ano, fez com que Macapá (AP), no Norte, ficasse fora da
lista, na 101a posição. As estrelas
meridionais são as capitais Porto Alegre (3a),
Curitiba (5a) e Florianópolis (11a).
Além delas, destacam-se no interior as cidades de Caxias do
Sul (24a), no Rio Grande do Sul; Londrina
(26a) e Maringá (27a),
no Paraná; e Itajaí (39a), Blumenau (49a)
e Joinville (50a), em Santa Catarina. "Com
uma economia bastante diversificada, boas universidades e,
na grande maioria dos casos, qualidade de vida superior à
das cidades das demais regiões do país, o Sul tem atraído
mais empresas e, conseqüentemente, mais profissionais", diz
Jaime Cervatti, sócio da consultoria KPMG, em Curitiba. A
chegada de novas companhias -- que ainda continua apesar de
ter minguado bastante em comparação ao que acontecia nos
anos 90 -- e o fortalecimento de setores que antes eram
inexpressivos, como a indústria da informática, têm
oxigenado a economia do Sul, que sempre foi dependente do
agronegócio e da pecuária.
O Rio Grande do Sul é um
bom exemplo disso. Os efeitos na agricultura da pior
estiagem em décadas, os impactos da desvalorização cambial e
da concorrência chinesa sobre o setor de calçados fizeram
com que um dos Estados mais desenvolvidos do país
enfrentasse uma recessão histórica. O governo estadual
estima em 4,8% o recuo do produto interno bruto (PIB) local
para este ano. Ainda assim, há setores que prosperam -- e
contratam. É o caso das empresas de tecnologia situadas na
região metropolitana de Porto Alegre. "Estamos crescendo e o
mercado começa a dar sinais de esgotamento de mão-de-obra
local", diz Ricardo Pianta, gerente da unidade de pesquisa e
desenvolvimento da HP, que tem hoje 200 funcionários.
Segundo ele, há vagas para a carreira gerencial e nas áreas
técnicas, em maior quantidade. O mercado de tecnologia está
superaquecido na capital gaúcha. Há uma disputa acirrada das
empresas pelos melhores profissionais. A fabricante de
computadores americana Dell e a alemã SAP, que acaba de
chegar à região metropolitana de Porto Alegre, também
oferecem vagas para programadores e engenheiros de software.
No interior, Caxias do Sul, que fica a 125 quilômetros da
capital do Estado, destaca-se no setor metal-mecânico. A
cidade é sede de empresas tradicionais como Randon,
Marcopolo e Agrale. "Essas companhias oferecem boas
oportunidades para engenheiros e administradores", diz
Carlos Biedermann, sócio da consultoria
PricewaterhouseCoopers, em Porto Alegre. Curitiba, no
Paraná, é a segunda cidade do Sul para fazer carreira. E
aqui, ao contrário de Porto Alegre, o clima é de
efervescência. "A cidade tem mudado muito nos últimos anos.
Hoje, somos mais cosmopolitas. As empresas estão mais
profissionalizadas", diz o consultor Jaime Cervatti, da KPMG
de Curitiba. Tanto que tem executivo trocando metrópoles
como Rio de Janeiro e São Paulo pela capital do Paraná. A
cidade é sede de multinacionais como Kraft, de alimentos;
Volvo e Volkswagen-Audi, do setor automotivo; Esso, de
combustíveis; Philip Morris, de fumo. No começo do ano, a
Sadia, do setor de alimentos, também se instalou na capital
paranaense. A diversidade de empresas, que têm negócios em
setores distintos, somado ao bom momento que Curitiba está
vivendo, garante oportunidades em todas as áreas: jurídica,
engenharia, administração, economia, logística, informática
e, principalmente, para profissionais de vendas. No interior
do Paraná, as melhores oportunidades estão em Londrina e
Maringá, no norte do Estado. "Essas cidades têm um setor de
serviços bastante forte e ainda há oportunidades nas
carreiras ligadas ao agronegócio", diz Jaime, da KPMG.
BOM PARA TRABALHAR
> São Leopoldo, cidade que fica na região metropolitana de
Porto Alegre, é o novo endereço do Centro de Pesquisa e
Desenvolvimento da multinacional alemã SAP. A empresa vai
contratar 80 profissionais até o final de 2006. As vagas são
para programadores com domínio em inglês.
> Em Curitiba, no Paraná, a Esso vai contratar, para seu
centro de serviços, 200 profissionais das áreas de
tecnologia, logística e controladoria. Isso até o final do
ano.
> Em Londrina e Maringá, no norte do Paraná, as empresas do
setor agrícola e de defensivos continuam contratando, apesar
do desaquecimento recente do agronegócio. As vagas
destinam-se principalmente a agrônomos, veterinários,
químicos e para profissionais da área de vendas.
BOM PARA VIVER
1. Em média, os salários pagos na região
Sul são até 30% menores do que os da região Sudeste, mas a
oferta de ótimas escolas, boa infra-estrutura e qualidade de
vida acima da média são grandes atrativos para muitos
profissionais.
2. Em Curitiba, o tempo gasto para ir e
voltar do trabalho é, em média, de uma hora. Sobra tempo
para caminhar por um dos 25 bosques e parques da cidade.
3. Um dos restaurantes mais badalados de
Florianópolis é o Koh Pee Pee, que fica na Praia do Rosa. A
cozinha é tailandesa e os pratos são bastante condimentados.
Para evitar sustos, o cardápio avisa sobre a intensidade do
tempero. O Koh Pee Pee tem filial em Porto Alegre.
CAMPEÃS REGIONAIS
1a Porto Alegre
2a Curitiba
3a Florianópolis
4a Caxias do Sul
5a Londrina
6a Maringá
7a Canoas
8a Itajaí
9a Rio Grande
10a Blumenau
11a Joinville
12a Cascavel
13a Santa Maria
14a Chapecó
15a Bento Gonçalves
16a Novo Hamburgo
17a São José dos Pinhais
18a Pelotas
19a São Leopoldo
20a Foz do Iguaçu
21a Ponta Grossa
22a Passo Fundo
23a Guarapuava
24a São José
25a Criciúma
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