CONJUNTURA

Indústria e governo catarinense preparam agenda ambiental para o setor produtivo

 

A indústria de Santa Catarina e o governo do Estado preparam uma agenda para o setor produtivo na área ambiental, com foco em uma proposta conjunta de pacto federativo para tratar do tema. Uma das questões centrais a resolver é o conflito de competências, buscando solução para os problemas de superposição na área legislativa e nas ações de órgãos ambientais das diversas esferas do governo. A partir de uma reunião realizada nesta terça-feira na sede da Federação das Indústrias (FIESC), em que foram apresentadas as propostas da instituição e do governo, um grupo de sistematização vai trabalhar para buscar documento de consenso com as visões da FIESC e do governo sobre o assunto.

Esta proposta de pacto federativo, apontando os principais gargalos enfrentados pelo
setor produtivo na área ambiental com as respectivas alternativas de solução, tem
previsão de ficar pronto na segunda quinzena de junho. Então será encaminhada ao
governador como proposta de política pública com foco no desenvolvimento sustentável,
servindo de subsídio para discussão com os órgãos competentes nas esferas federal,
estadual e municipal. Outro desdobramento do encontro desta terça-feira será a proposta de um zoneamento econômico e ecológico para o Estado e a criação de um código ambiental para Santa Catarina, considerando as peculiaridades regionais.

“É necessário desmistificar uma série de teses de conteúdo negativo relativas aos
efeitos da atividade econômica sobre o meio ambiente”, disse o presidente da Câmara de Desenvolvimento da Indústria Florestal da FIESC, Odelir Battistella.


VEJA A SÍNTESE DA PROPOSTA DE PACTO FEDERATIVO DA FIESC:

ASPECTO LEGAL:
- Desregulamentação e desburocratização das atividades junto aos órgãos ambientais
competentes
- Valorização das legislações ambientais estaduais
- Adequação da legislação à realidade ambiental, social e econômica de Santa Catarina
- Garantia de segurança jurídica, no campo ambiental, para as atividades relacionadas
à produção industrial.

ASPECTO TÉCNICO
- Realização de pesquisas no campo ambiental visando desmistificar questões como
plantação de pinus e eucalipto e outras
- Realização de pesquisas referentes a topo de morro e mata ciliar visando adequar a
legislação à realidade ambiental, social e econômica de Santa Catarina
- Estudos sobre questão da orla marítima e os impactos da construção civil.


ASPECTO INSTITUCIONAL
- Valorização e aparelhamento dos orgãos estaduais de controle, fiscalização e
pesquisa no campo ambiental.
- Interação entre FATMA (Fundação do Meio Ambiente), IBAMA (Instituto Brasileiro de
Meio Ambiente), Secretaria da Agricultura, EPAGRI, Universidades, Institutos de Pesquisa e a Sociedade Civil na pesquisa ambiental como instrumentos de viabilização do
desenvolvimento sustentável.

a) Resolução do conflito de competência entre FATMA e IBAMA valorizando a entidade
estadual.
b) Recomposição dos Conselhos Federais e Estaduais CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) e CONSEMA (Conselho Estadual do Meio Ambiente) equilibrando as
representações de governo, sociedade civil e iniciativas privada.
c) Delimitação clara das atribuições dos Conselhos de Meio Ambiente, CONAMA e CONSEMA.
d) Atribuir competências a Secretaria de Estado da Agricultura para autorização e
monitoramento de plantios florestais com espécies nativas e exóticas.