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Evolução do Índice de Retorno do ICMS dos
principais municípios contribuintes |
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Cidade |
2000 |
2006 |
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Blumenau |
745783 |
507022 |
-32,0% |
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Chapecó |
236554 |
213433 |
-9,8% |
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Criciúma |
247549 |
188105 |
-24,0% |
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Florianópolis |
360545 |
355011 |
-1,5% |
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Itajaí |
337190 |
502986 |
49,2% |
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Jaraguá
do Sul |
440112 |
382229 |
-13,2% |
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Joinville |
1155809 |
882999 |
-23,6% |
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Lages |
185734 |
206108 |
11,0% |
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São
José |
227452 |
216308 |
-4,9% |
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Fonte dos dados: Secretaria Estadual da Fazenda |
Parte do ICMS recolhido
pelos municípios pelos governos estaduais é devolvido às cidades de
origem. Essa devolução obedece a uma série de normas constitucionais,
federais e estaduais. Depois de aplicar uma série de fórmulas, cada
estado define quanto vai enviar a cada município. O resultado final de
todas essas contas atende pelo nome de Índice de Retorno do ICMS.
Esse índice é aplicado sobre o total do ICMS arrecadado pelo Estado.
Quanto maior o índice, maior o montante a ser recebido pelo município.
Em Santa Catarina, vem
acontecendo um fato curioso: os maiores municípios do Estado vêm
apresentando queda constante no índice que mede o retorno do ICMS. Dados
oficiais do Governo do Estado mostram que está havendo uma distorção.
Veja: entre os anos de 2000 e 2005, o Índice de Retorno do ICMs de
Joinville caiu de 11.55809 para 8.82999. Uma redução de 23,4%.
Já Blumenau, que
tinha um índice de 7.45783 em 2000, fechou o ano passado com um índice
de 5.07022. Ou seja: uma queda de 32,1%. Florianópolis, que tinha
um índice de 3.60545 em 2000, fechou 2005 com 3.55011. Caiu 1,6%.
Jaraguá do Sul, que em 2000 apresentava um índice de 4.40112, chegou
ao final de 2005 com 3.82229. Ou seja: uma redução de 13,2%. Da lista
das cinco cidades com maior índice de retorno do ICMS, apenas Itajaí viu
seu desempenho melhorar, passando de 3.37190 para 5.02986, com um
crescimento de 48,9%.
DISTORÇÕES
O assunto é complexo. O
secretário estadual da Fazenda, Max Bornholdt, ao comentar a
situação para a imprensa, ressaltou que a queda em alguns municípios
deve-se principalmente ao não repasse de parte dos valores da Lei Kandir
por parte do Governo Federal, ao estoque e às isenções concedidas aos
exportadores. Para o secretário, é preciso haver mudanças numa série de
legislações. "A sociedade deve pressionar para que essas alterações
aconteçam, para que a arrecadação seja feita de forma proporcional",
assinalou.
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